English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

terça-feira, 3 de junho de 2025

A CORRIDA DA FÉ Hebreus 12: 1-3

 A corrida da Fé Hebreus  12: 1-3

Você tem a certeza de sua salvação?
Eu realmente espero que sim. E se sua resposta for positiva, saiba que este texto nos dá a certeza de que Deus nos matriculou em uma corrida: a corrida da fé. Essa corrida não é exclusiva para alguns cristãos, não está reservada apenas para quem está no ministério pastoral ou envolvido com missões. Na corrida da fé, estão matriculados por Deus todos os que são verdadeiramente convertidos: pastores, missionários, advogados, médicos, donas de casa, cabeleireiras… não importa a posição. O fato é que todos os crentes estão matriculados na corrida da fé.
E este texto nos traz três formas de como devemos correr essa carreira que nos é proposta:

A) Livremo-nos de todo peso e do pecado

Particularmente, nunca vi um atleta correr uma maratona de calça jeans, botina e carregando uma mochila. Quando um atleta entra na corrida, ele sempre está com roupas adequadas roupas leves, que o ajudam com flexibilidade e mobilidade durante o percurso.

Em nossa carreira da fé, o pecado é um peso que nos atrapalha na corrida. O pecado nos afasta de Deus. Mas também existem “pesos” que, embora não sejam pecados em si, dificultam nossa caminhada. Nem todo peso é visivelmente pecaminoso. Tudo o que nos distrai é um peso. Em muitos casos, preocupações excessivas com coisas terrenas boletos, saúde, a busca incessante por estabilidade financeira, ansiedade quanto ao futuro, prazeres terrenos podem se tornar pesos em nossa caminhada.

O peso pode vir em forma de amizades, trabalho ou, muitas vezes, de entretenimentos ou hobbies que roubam nosso tempo e energia. Para quem ainda não assistiu ao filme A Forja, recomendo. O filme mostra um jovem que buscava apenas fazer o que gostava. Ele amava videogame e passava horas com o controle na mão. Quando o Senhor o alcançou, ele passou a orar, querendo conhecer mais de Deus. E o Senhor o levou a abrir mão do videogame. Não que fosse pecado, mas ele dedicava muita energia àquilo. O videogame disputava espaço em seu coração com o Senhor.

O Senhor também me fez perceber que eu estava gastando muito tempo no celular, com coisas fúteis. No fim do dia, eu estava cansado demais para me dedicar ao devocional. E sempre dizia que estava “sem tempo” — mas, na verdade, o entretenimento estava ocupando uma porção maior no meu coração. Não estou dizendo que não devemos ter momentos de lazer, descanso ou recreação. O que quero dizer é que, sutilmente, muitas coisas boas, legítimas e aparentemente inofensivas, se não tomarmos cuidado, podem dominar nosso coração e se tornar um peso em nossa carreira.

Você tem algum peso do qual precisa se livrar?
Tem algo te distraindo da carreira da fé?
Precisamos clamar ao Senhor para que Ele nos mostre quais são esses pesos em nossas vidas e que nos conceda graça para nos livrarmos deles. Precisamos estar leves.

B) Corramos com perseverança

Quase que unanimemente, os corredores começam a corrida com disposição: cheios de gás, vigor e com uma enorme fome e sede de vencer. Mas, ao longo do caminho, o percurso muda. Alguns trechos são planos, outros mais íngremes, e logo o vigor inicial dá lugar ao cansaço. Nenhum corredor, por mais experiente ou preparado que esteja, mantém o mesmo ritmo e velocidade o tempo inteiro. Nenhum fica isento da fadiga e do desgaste.

Perseverar é manter-se firme, continuar. A nossa vida cristã não é sempre estável. Há momentos em que parece que estamos correndo numa pista plana as coisas fluem, tudo vai bem. Mas há outros momentos em que a pista se torna íngreme. O cansaço vem, e parece que não estamos mais no mesmo ritmo. Nesses momentos, pensamos em desistir.

Mas precisamos continuar, mesmo nos dias difíceis, mesmo em ritmo mais desacelerado. Santo Agostinho disse certa vez:

"É preferível rastejar pelo caminho do que correr fora dele."

Em 1984, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, durante a primeira maratona feminina, a maratonista Gabrielle Andersen inspirou o mundo ao não desistir da prova, mesmo com fortes dores causadas por cãibras. Desidratada pelo forte calor, quase desmaiando e cambaleando, ela não desistiu e completou a corrida.

Você tem pensado em desistir? Jogar tudo pro alto? Acredito que, assim como eu, muitos aqui já pensaram em desistir: da caminhada, da igreja, do seminário, do caminho que Deus nos propôs. Mas precisamos perseverar. Precisamos continuar mesmo com cãibras, mesmo cansados.

C) Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé

Ao assistir maratonas tanto profissionais quanto amadoras podemos perceber que todos os atletas mantêm o olhar firmemente fixo à frente. Não olham para os lados, nem para trás, nem para baixo. Mantêm os olhos na linha de chegada.

Na corrida da fé, se olharmos para o mundo, podemos nos desesperançar. Se olharmos para dentro de nós, para nossas capacidades, podemos nos desesperar. Se olharmos para os lados, podemos cobiçar ou invejar os outros. Por isso, precisamos olhar para o Autor e Consumador da fé.

Não podemos tirar os olhos d’Ele. Foi Ele quem nos inscreveu nessa corrida, é Ele quem nos sustenta, nos dá forças e nos capacita a continuar. E Ele é a própria recompensa. Ao final de uma maratona, os atletas recebem água, descanso, alimentos saudáveis para repor as energias. Jesus é tudo isso e mais. Ele está conosco no percurso, nos fortalecendo. E Ele está também na linha de chegada, nos aguardando. Ele nos receberá e aliviará toda dor e fadiga da corrida.

Conclusão

Como está a sua corrida da fé? Um atleta abre mão de muita coisa, treina e se dedica tanto para conquistar um troféu que se corromperá. Nós, cristãos, temos uma recompensa eterna. Esta é a corrida mais importante de nossas vidas.

Temos muitas testemunhas que já trilharam esse caminho: Abraão, Moisés, Elias, Davi, Pedro, Paulo, Calvino, Charles Spurgeon, e tantos amigos ou parentes que descansam no Senhor. São testemunhas vivas de como o Senhor os sustentou ao longo da jornada.

Você está cansado? Sobrecarregado?
Jesus nos faz um convite: "Vinde a mim... e eu vos aliviarei."
Mas não podemos desistir.
Não podemos desanimar.
Precisamos perseverar.

domingo, 1 de junho de 2025

O SOFRIMENTO NA VIDA DOS QUE AMAM A DEUS

 2 Coríntios 12:7-10


Introdução

Apostolo Paulo não esteve com Jesus em seu ministério terreno, não participou de

muitas coisas que os outros discípulos participaram, Paulo era um apóstolo fora de

tempo, o Senhor o chamou depois que foi aos céus, por isso Paulo sofria com falsas

acusações, calúnias, injúrias, dúvidas a respeito do seu apostolado. Esse texto vem de

uma sequência de defesa de Paulo aos falsos profetas que alegavam que Paulo não

era um apóstolo, ou que tinha interesses errados em seu ministério. Paulo estende

sua defesa falando de uma grandiosa, maravilhosa, profunda e intensa experiencia

que teve com Deus. Paulo conta que foi ao terceiro céu, algumas traduções dizem que

ele viu coisas inefáveis, ou seja, não era lítico falar e nem conseguiria traduzir ou

expor a glória que viu, uma experiência tão intensa que Paulo não consegue discernir

se foi algo apenas no mundo espiritual ou se foi uma experiência física, com certeza

foi uma experiência que muitos ou todos nós ansiamos ter, após essa experiência,

assim que Paulo retorna em consciência ou, em terra, ele afirma que lhe foi dado um

espinho na carne, este é o único texto da bíblia que menciona esse espinho na carne.

A palavra grega usada para "espinho" é skolops, que remete a algo pontiagudo, como

uma estaca, agulha ou anzol, algo que penetrava profundamente, causava dor

intensa, machucava, limitava e humilhava.

Ao longo do tempo, muitos teólogos e estudiosos tentaram interpretar o que seria esse

espinho:

 Calvino acreditava que se tratava de uma perturbação espiritual como

acusação de Satanás por causa do seu passado ou tentação constante.

 Lutero via o espinho como as perseguições e falsas acusações que Paulo

enfrentava.

 Uma grande parte dos comentaristas considera que poderia ser alguma

enfermidade física crônica.


A verdade é que a Bíblia não revela de forma clara o que era esse espinho. Mas

podemos compreender que era um sofrimento na vida de Paulo, que penetrava

profundamente, causava dor intensa, machucava, limitava e humilhava.

Assim como Paulo, nós também temos nossos espinhos. Sofrimentos que não

buscamos nem provocamos, mas que nos atingem: uma doença descoberta numa

simples consulta de rotina, a perda de um emprego, crises familiares, a morte de

alguém querido ou enfermidades na alma. Como um espinho cravado na carne, esses

momentos nos ferem, limitam, humilham. Apesar do texto não dizer qual era o

sofrimento de Paulo, o texto traz quatro propósitos do sofrimento na vida daqueles que

amam a Deus.


1) Propósito do sofrimento na vida daqueles que amam a Deus.

A) Primeiro propósito:

Quebrar o orgulho

(v.7) “E para que eu não me exaltasse com a grandeza das revelações...”

Argumentação: Deus conhecia o coração de Paulo, sabia que ele poderia se

tornar soberbo e orgulhoso por causa das revelações. Paulo deixa claro que

um dos propósitos do espinho era mantê-lo humilde. Deus usou o sofrimento

para proteger Paulo de si mesmo.

Ilustração: Eu recém-chegado nessa igreja, muito orgulhoso, quando meu filho

ficou doente e eu não tinha plano de saúde, e estava sem dinheiro, tive que

fazer uma rifa para custear o tratamento inicial, aquilo me quebrou em vários

pedaços.

Aplicação: Quantas vezes achamos que somos fortes e independentes, e vem

o sofrimento e nos torna vulneráveis, precisando de ajuda até para orar, o

sofrimento quebra o nosso orgulho.


B) Segundo propósito:

Levar à oração

(v.8) “Três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.”

Argumentação: Jesus orou três vezes no Getsêmani, Pedro negou Jesus três

vezes, Jesus perguntou três vezes a Pedro se o amava. O número três indica

intensidade e persistência. Paulo orou insistentemente a Deus para que o

tirasse o sofrimento. O sofrimento nos leva a orar mais, e com a oração

aprendemos:

 Reconhecer nossa total dependência de Deus.

 Aumenta nossa comunhão com Ele. Como disse C.S. Lewis: “Deus sussurra

em nossos prazeres, mas grita em nossa dor.”

 Percebermos a ação divina em meio à dor.


Ilustração: Fiz uma viagem com um Pr, e ele me contou que certa vez ele

ficou internado devido a uma enfermidade, e na madrugada no hospital o

Senhor começou a conversar com ele, e ele então perguntou ao Senhor por

que teve que ir para o hospital para o ouvir e falar, e o Senhor respondeu, ‘’

você não parava para me escutar e se relacionar comigo’’.

Aplicação: Quantos de nós oramos mais quando vem o sofrimento,

acordamos de madrugada para orar, investimos tempo em oração, clamamos

mais ao Senhor, quando sofremos oramos mais.


C) Terceiro propósito:

Mostrar a suficiência de Cristo

(v.9) “A minha graça te basta.”

Contexto: Paulo compreendeu o que realmente importava não era a cura, a

libertação, ou o livramento do sofrimento.

Argumentação: O sofrimento ensina o que realmente importa. Na dor, os

prazeres comuns perdem o brilho. Uma boa comida, um passeio, um bom

filme, nada disso traz alívio quando a alma está ferida. A única coisa que

realmente satisfaz é a presença de Deus.

Ilustração: Me lembro quando peguei dengue e minha boca amargava com

qualquer comida e bebida, perdi a graça e o prazer de comer, o que realmente

importava era ter saúde novamente.

Aplicação: Quando estamos bem, quantas vezes deixamos de se relacionar

com Deus para ficar no celular, deixamos de ler a bíblia para ver filme, série,

não que seja errado essas coisas em sí, mas quando estamos bem

priorizamos satisfazer os prazeres da carne, mas quando o sofrimento vem,

esses prazeres não nos preenchem, nossa alma entende o que realmente

importa, que é a graça de Deus.


D) Quarto propósito:

Tornar-se bênção para outros

(v.9-10) “Me gloriarei nas fraquezas - quando sou fraco, então é que sou

forte.”

Argumentação: O sofrimento de Paulo, registrado há quase 2 mil anos, e

podemos aprender com este sofrimento até hoje. Davi escreveu muitos dos Salmos

em meio à dor. E somos até hoje abençoados por eles.

Ilustração: Na década de 1870, um homem rico, advogado e cristão de

Chicago, perdeu o filho de três anos por causa de uma doença, sofreu com um

incêndio que arruinou suas finanças, para aliviar a dor um pouco da família, ele enviou

sua esposa e suas quatro filhas a Europa para assistir uma pregação de Moody, no


meio do alto mar o navio que estava sua família e chocou com outro, levando suas

quatros filhas a morte. Viajando para encontrar sua esposa sobrevivente, enquanto

passava perto do local que suas quatro filhas morreram, escreveu no porão do navio a

letra do hino 398 do cantor cristão “Sou feliz com Jesus”, que cantamos até hoje.

Minha esposa perdeu um primo assassinado no dia do próprio aniversário. No velório,

uma tia que também havia perdido um filho se aproximou da mãe enlutada e disse:

“Eu sei a sua dor. Eu já senti.”

Aplicação: O sofrimento na vida dos que amam a Deus se transforma em

bênção, o nosso sofrimento hoje, a nossa dor, amanhã pode ser usado por Deus para

amparar, aconselhar, acolher outro irmão, hoje podemos estar sendo acolhidos e

amparados em nossas dores, por pessoais que já passaram coisas semelhantes que

nós.


Conclusão: O mesmo Paulo que teve o espinho na carne, escreve em Romanos 8:28

que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Nós amamos

a Deus? Eu e você realmente amamos a Deus? Volto a perguntar, será que temos a

certeza de que amamos a Deus? Se tivermos essa certeza, por mais paradoxal que

possa parecer, temos a garantia das Escrituras que o desemprego, a enfermidade, o

luto, a dor na alma, a crise familiar, enfim, o sofrimento em geral, de uma forma

sobrenatural é para o seu e o meu bem, Deus não está alheio e nem longe do nosso

sofrimento, mas está no controle, usando essa dor para o nosso bem.