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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

As artes marciais ( Muay Thai ) e o Cristão


Quando comecei a minha vida nas artes marciais, mais precisamente no Muay Thai, confesso que entrei por duas razões ( Emagrecer e Defesa pessoal ) pois eu nunca briguei na rua, não sabia reagir caso eu precisasse, e eu estava muito gordo, juntando os dois então resolvi entrar no Muay Thai. Eu estava no mundo, não tinha ainda sido alcançado pela misericórdia de Deus, por isso quando entrei no Muay Thai, eu não pensei nos princípios de Deus. Hoje, me sinto totalmente confuso, pois pela graças de Deus e o sacrifício do nosso Senhor Jesus Cristo, fui alcançado pela sua misericórdia e graça, mas e a luta? Separa-me mais de Deus? É violento e vai contra os princípios de Deus? Muitos interpretes da Lei se dividem se é ou não lícito diante de Deus.

Afinal, qual é a finalidade da arte marcial? Precisamente o Muay Thai é conhecido como a arte das oito armas, pois se usa como combinação com os punhos, cotovelos, joelhos, canelas e pés. O Muay Thai foi desenvolvido a cerca de 2 mil anos, sendo considerado com uma das mais poderosas lutas de contato do mundo. A palavra Muay significa ‘’ COMBATE ‘’ e a palavra Thai é um adjetivo nacional significado como ‘’ PESSOA ( LIVRE ) ‘’ A tradução correta é Boxe Tailandês, pois o Muay Thai é uma arte originária da Tailândia. O Muay Thai foi criado pelos Tailandeses no processo de formação do País, o objetivo principal era defender o povo Tailandês dos constantes ataques de bandidos durante a busca de novas terras para habitarem. Sabemos também que a religião predominante na Tailândia, sendo 95% da população assumida, é o Budismo. Como então um crente em Jesus Cristo, pode praticar tal arte?

O que mais me pesava na mente é que para vencer um adversário ( que as vezes você nem conhece ) em um combate na luta, é usado de técnica e força com contato físico tanto para ataque, como para defesa,  e por causa desse contato, pode ocorrer que um dos dois se  machuquem. Muitos dizem ser violenta tal arte.  Então vamos primeiramente classificar a palavra ‘’ VIOLÊNCIA ‘’.  A palavra violência significa uma força brutal injusta, por exemplo: Em um assalto, a pessoa normalmente entrega tudo, pois tem uma força injusta contra ela que é a arma de fogo. No Muay Thai, quando há uma luta, as duas pessoas  tem que ser do mesmo peso e o mesmo tempo de treinamento, aqui no Brasil também conta o mesmo grau de graduação. São duas pessoas totalmente preparadas, treinadas tanto para atacar quanto para se defender, conhecendo os riscos que correm, totalmente aparei os físicos, o peso, o tempo de treinamento, os dois com o mesmo poder e oportunidade de se defender e atacar.  

Não podemos negar que sim, machuca, em tudo tem o risco de se machucar seriamente até mesmo levar a morte ( raramente)  mas até você ir em parque de diversões corre esse risco. O futebol é mais violento que a luta, pois não há uma divisão de peso, e a finalidade do futebol é ganhar fazendo gol, diferente o Muay Thai que é ganhar com técnica ( sabendo bater e se defender . ) Quanta violência há dentro e fora de campo? Zagueiro de quase 2 metros pesando 90 Kg dando uma entra forte,  dura em um atacante que pesa 70 Kg e 1,65 de altura. Sem contar a torcida, quantas brigas tem fora e dentro do estádio?  DIFERENTE no mundo das artes marciais, que se é treinado não só o corpo, mas também a mente, então há uma grande disciplina, respeito, tanto para seu treinador, com sua equipe, como para seu adversário, raramente você vê torcidas ou equipes em evento de luta ‘’ brigando ‘’ na arquibancada, há um respeito. Sabemos que a rivalidade deve ficar apenas no ringue, mas que meu oponente primeiro não esta diante de mim, mas esta dentro de mim, para subir no ringue, aguentar os treinos pesados, melhorar cada dia a técnica, vencer seu próprio medo, eu tenho que me vencer primeiro, no físico e no mental.  Raramente você vê pessoas que lutam ‘’ brigando ‘’ nas ruas, pois eles sabem lidar com pressão, e muitas academias ( como a que eu faço parte ) se brigou na rua, é expulso da academia. Lógico, que não posso negar que existem sim pessoas que entram para esse mundo má intencionadas, afim de bater de brigar nas ruas,  tomada por orgulho, vaidade, violência, sem humildade, injustas, e usam o que aprendem de forma VIOLENTA, com uma força injusta sobre o outro, às vezes até com o seu parceiro de treino que pode ter menos tempo de treino, mais leve ou menor, mas isso também ocorre em todos os lugares, pessoas não usam o evangelho e o nome de Cristo para ganhar dinheiro? Ou seja, usam algo legítimo para pecar.  Na luta em pé ( diferente do MMA ) se o oponente caí, devemos imediatamente ir para corda do outro lado do oponente que esta no chão. Há juízes e médicos acompanhando a luta todo o tempo e sempre que necessário parando a luta, para vê se qualquer um dos dois lutadores ainda tem ou não condições de continuar a luta. DESCONHEÇO ( mas isso não quer dizer que não pode ter ocorrido ) alguma morte causada na luta tanto dentro do ringue, como na arquibancada, diferente do futebol, pois já vimos várias vezes mortes entre briga de torcedores,  lesões graves de jogadores com jogadores, agindo violentamente. Aliás, na luta o objetivo é ganhar usando a técnica e a força, e não matar o oponente. A técnica ganha da força, mas o espírito ganha da técnica. Se meu oponente não tem mais condições de continuar a luta, a uma equipe ( juízes, médicos, enfermeiros ) atentos para intervir a hora que for necessário.

Se já sabemos que o Muay Thai não é violento, como conciliar com a minha fé?
Primeiro, respeitando a fé dos outros, mas não fazendo parte dela. Sabemos que o Muay Thai é originalmente da Tailandia, e a Tailandia tem sua religião como o budismo, eu como crente no nosso Senhor Jesus Cristo, devo respeitar, porém não fazer de nenhuma saudação, adoração, a qualquer outros deuses ou pessoas. Sabemos que a nossa força não vem de nós, não vem da natureza, mas que vem do Senhor Jesus, assim como esta escrita em...

Salmos 144:1

[...]  Bendito seja o SENHOR, minha rocha, que ensina as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra [...]
E também escrito em

Salmos 28:7

[...] O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, e dele recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico lhe darei graças [...]

E em vários outros textos na bíblia.
Se um cristão sabe separar e colocar a sua fé, colocar Cristo, os princípios de DEUS, obedecendo a seus mandamentos, para esse cristão a arte é licita. Sabendo que Deus odeia a violência, e que o combate ( luta ) em si não é violento, devemos lembrar que Deus conhece e sonda nossos corações. Se você entra em um tatame para treinar, ou no ringue para lutar, pensando, desejando e querendo ser melhor que seu oponente, você já perdeu para si mesmo, pois o objetivo é primeiro ganhar de si, e segundo se defender.

Assim como esta escrita em.

Provérbios 29:23 [...] O orgulho do homem o humilha, mas o de espírito humilde obtém honra  [...]

1 Coríntios 3:18 [...] Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio [...]

1 Coríntios 3:21 [...] Portanto, ninguém se glorie nos homens [...]

O pastor Héber Campos Jr disse sabiamente guiador pelo o Espírito Santo, que no mundo pecaminoso as coisas boas vêm misturadas com as ruins.
A luta em sí é boa de ser praticada, se for bem conduzida, não aceitando tudo que vem da tradição dela, mas usando a palavra de Deus para filtrar o que é ou não lícito perante Deus.  As artes marciais além de ajudar na saúde, emagrecendo, mantendo-se em forma, nos ajuda como ser humano, sendo mais disciplinado, focado, humilde, respeitoso.  Ela também ensina a defesa pessoal, não somente para você, como para qualquer um que você veja que esteja sendo vítima de uma violência.
Jesus ordenou seus discípulos a fazer algo interessante em Lucas 22:36. Ele disse: “O que não tem espada, venda a sua capa e compre uma”.  Alguns tentam espiritualizar o significado óbvio da instrução de Jesus. Ele estava falando de uma espada literal. É aparente que seus discípulos entenderam o que ele quis dizer pelo versículo 38, que demonstra o uso inepto e inapropriado da arma por Pedro. O ponto é: Jesus disse a seus discípulos para “ter uma espada”! Para qual propósito, a não ser a autodefesa? (Para cortar pão e espalhar azeite de oliva?) A repreensão de Jesus pelo uso que Pedro fez da espada naquela noite deveu-se à natureza de sua missão — a cruz — e não à condenação absoluta do uso de uma espada para a defesa. A declaração de Jesus de que “todos os que lançam mão da espada à espada perecerão” (Mateus 26:52) não é uma proibição da defesa própria, mas a condenação dos que vivem da violência. DEVEMOS ter a preocupação de não permitir que a vontade de sangue entre nos nossos corações, que a violência não entre em nos, que a falta de humildade, o orgulho, a inveja, não nos tome conta, tanto nas artes marciais, como na concorrência a um cargo na empresa, como dentro da própria igreja.

Há muitos teólogos que vão contra as artes marciais, e outros que não veem problemas na sua prática desde que seja bem conduzida. Eu pratico Muay Thai, peço a Deus antes de entrar no tatame, que Ele entra comigo, esteja comigo, e saia comigo, que eu venha querer ser melhor que eu mesmo, e não que venho querer ser melhor que alguém, peço-lhe força para fazer um bom treino, para cada dia ser melhor que a mim mesmo, e que nem eu e nem meu oponente saía machucado. A arte marcial não deve ser nunca posta sobre si a confiança de auto defesa, ou buscar nela alguma força, pois isso temos que buscar de Deus. Sem dúvida Deus pode nos proteger sem meios, como ele fez com Daniel na cova dos leões. Ou ele pode nos proteger com meios, como fez com Davi e o uso habilidoso de uma funda contra um leão. Em ambos os casos, Deus protegeu seu servo. Da mesma forma que Deus pode curar diretamente, sem meios (sobrenaturalmente), ele pode curar valendo-se dos meios (médicos e remédios). Deus permanece a fonte da cura em ambos os casos. Deus é nossa fonte de proteção.
Podemos também ser bons lutadores e como cristãos, levar Cristo, o evangelho através das artes marciais, sem sermos violentos.

Salmos 46:11

 [...] O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio [...]

Efésios 6:12,13

[...] Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes [...]

2 Coríntios 10:4

[...] As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas [...]

Seja um exemplo de cristão, filho de Deus, dentro da igreja, no seu serviço, no seu lazer, pregue o evangelho, se precisar, use palavras.

Swadee Krapp, que Deus seja com todos nós!