Quando comecei a minha vida nas artes marciais, mais
precisamente no Muay Thai, confesso que entrei por duas razões ( Emagrecer e
Defesa pessoal ) pois eu nunca briguei na rua, não sabia reagir caso eu
precisasse, e eu estava muito gordo, juntando os dois então resolvi entrar no
Muay Thai. Eu estava no mundo, não tinha ainda sido alcançado pela misericórdia
de Deus, por isso quando entrei no Muay Thai, eu não pensei nos princípios de
Deus. Hoje, me sinto totalmente confuso, pois pela graças de Deus e o sacrifício
do nosso Senhor Jesus Cristo, fui alcançado pela sua misericórdia e graça, mas
e a luta? Separa-me mais de Deus? É violento e vai contra os princípios de
Deus? Muitos interpretes da Lei se dividem se é ou não lícito diante de Deus.
Afinal, qual é a finalidade da arte marcial? Precisamente o
Muay Thai é conhecido como a arte das oito armas, pois se usa como combinação
com os punhos, cotovelos, joelhos, canelas e pés. O Muay Thai foi desenvolvido
a cerca de 2 mil anos, sendo considerado com uma das mais poderosas lutas de
contato do mundo. A palavra Muay significa ‘’ COMBATE ‘’ e a palavra Thai é um
adjetivo nacional significado como ‘’ PESSOA ( LIVRE ) ‘’ A tradução correta é
Boxe Tailandês, pois o Muay Thai é uma arte originária da Tailândia. O Muay
Thai foi criado pelos Tailandeses no processo de formação do País, o objetivo
principal era defender o povo Tailandês dos constantes ataques de bandidos
durante a busca de novas terras para habitarem. Sabemos também que a religião
predominante na Tailândia, sendo 95% da população assumida, é o Budismo. Como
então um crente em Jesus Cristo, pode praticar tal arte?
O que mais me pesava na mente é que para vencer um
adversário ( que as vezes você nem conhece ) em um combate na luta, é usado de
técnica e força com contato físico tanto para ataque, como para defesa, e por causa desse contato, pode ocorrer que um
dos dois se machuquem. Muitos dizem ser
violenta tal arte. Então vamos
primeiramente classificar a palavra ‘’ VIOLÊNCIA ‘’. A palavra violência significa uma força brutal
injusta, por exemplo: Em um assalto, a pessoa normalmente entrega tudo, pois
tem uma força injusta contra ela que é a arma de fogo. No Muay Thai, quando há
uma luta, as duas pessoas tem que ser do
mesmo peso e o mesmo tempo de treinamento, aqui no Brasil também conta o mesmo
grau de graduação. São duas pessoas totalmente preparadas, treinadas tanto para
atacar quanto para se defender, conhecendo os riscos que correm, totalmente aparei
os físicos, o peso, o tempo de treinamento, os dois com o mesmo poder e
oportunidade de se defender e atacar.
Não
podemos negar que sim, machuca, em tudo tem o risco de se machucar seriamente
até mesmo levar a morte ( raramente) mas
até você ir em parque de diversões corre esse risco. O futebol é mais violento
que a luta, pois não há uma divisão de peso, e a finalidade do futebol é ganhar
fazendo gol, diferente o Muay Thai que é ganhar com técnica ( sabendo bater e
se defender . ) Quanta violência há dentro e fora de campo? Zagueiro de quase 2
metros pesando 90 Kg dando uma entra forte, dura em um atacante que pesa 70 Kg e 1,65 de
altura. Sem contar a torcida, quantas brigas tem fora e dentro do estádio? DIFERENTE no mundo das artes marciais, que se
é treinado não só o corpo, mas também a mente, então há uma grande disciplina,
respeito, tanto para seu treinador, com sua equipe, como para seu adversário,
raramente você vê torcidas ou equipes em evento de luta ‘’ brigando ‘’ na
arquibancada, há um respeito. Sabemos que a rivalidade deve ficar apenas no
ringue, mas que meu oponente primeiro não esta diante de mim, mas esta dentro
de mim, para subir no ringue, aguentar os treinos pesados, melhorar cada dia a
técnica, vencer seu próprio medo, eu tenho que me vencer primeiro, no físico e
no mental. Raramente você vê pessoas que
lutam ‘’ brigando ‘’ nas ruas, pois eles sabem lidar com pressão, e muitas
academias ( como a que eu faço parte ) se brigou na rua, é expulso da academia.
Lógico, que não posso negar que existem sim pessoas que entram para esse mundo
má intencionadas, afim de bater de brigar nas ruas, tomada por orgulho, vaidade, violência, sem
humildade, injustas, e usam o que aprendem de forma VIOLENTA, com uma força
injusta sobre o outro, às vezes até com o seu parceiro de treino que pode ter
menos tempo de treino, mais leve ou menor, mas isso também ocorre em todos os
lugares, pessoas não usam o evangelho e o nome de Cristo para ganhar dinheiro?
Ou seja, usam algo legítimo para pecar. Na luta em pé ( diferente do MMA ) se o oponente
caí, devemos imediatamente ir para corda do outro lado do oponente que esta no
chão. Há juízes e médicos acompanhando a luta todo o tempo e sempre que necessário
parando a luta, para vê se qualquer um dos dois lutadores ainda tem ou não
condições de continuar a luta. DESCONHEÇO ( mas isso não quer dizer que não
pode ter ocorrido ) alguma morte causada na luta tanto dentro do ringue, como
na arquibancada, diferente do futebol, pois já vimos várias vezes mortes entre
briga de torcedores, lesões graves de
jogadores com jogadores, agindo violentamente. Aliás, na luta o objetivo é ganhar
usando a técnica e a força, e não matar o oponente. A técnica ganha da força,
mas o espírito ganha da técnica. Se meu oponente não tem mais condições de
continuar a luta, a uma equipe ( juízes, médicos, enfermeiros ) atentos para
intervir a hora que for necessário.
Se já sabemos que o Muay Thai não é violento, como conciliar
com a minha fé?
Primeiro, respeitando a fé dos outros, mas não fazendo parte
dela. Sabemos que o Muay Thai é originalmente da Tailandia, e a Tailandia tem
sua religião como o budismo, eu como crente no nosso Senhor Jesus Cristo, devo
respeitar, porém não fazer de nenhuma saudação, adoração, a qualquer outros
deuses ou pessoas. Sabemos que a nossa força não vem de nós, não vem da
natureza, mas que vem do Senhor Jesus, assim como esta escrita em...
Salmos 144:1
[...] Bendito seja o
SENHOR, minha rocha, que ensina as minhas mãos para a peleja e os meus dedos
para a guerra [...]
E também escrito em
Salmos 28:7
[...] O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu
coração confia, e dele recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu
cântico lhe darei graças [...]
E em vários outros textos na bíblia.
Se um cristão sabe separar e colocar a sua fé, colocar
Cristo, os princípios de DEUS, obedecendo a seus mandamentos, para esse cristão
a arte é licita. Sabendo que Deus odeia a violência, e que o combate ( luta )
em si não é violento, devemos lembrar que Deus conhece e sonda nossos corações.
Se você entra em um tatame para treinar, ou no ringue para lutar, pensando,
desejando e querendo ser melhor que seu oponente, você já perdeu para si mesmo,
pois o objetivo é primeiro ganhar de si, e segundo se defender.
Assim como esta escrita em.
Provérbios 29:23 [...] O orgulho do homem o humilha, mas o de espírito
humilde obtém honra [...]
1 Coríntios 3:18 [...] Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se
tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio [...]
1 Coríntios 3:21 [...] Portanto, ninguém se glorie nos homens [...]
O pastor Héber Campos Jr disse sabiamente guiador pelo o
Espírito Santo, que no mundo pecaminoso as coisas boas vêm misturadas com as
ruins.
A luta em sí é boa de ser praticada, se for bem conduzida,
não aceitando tudo que vem da tradição dela, mas usando a palavra de Deus para
filtrar o que é ou não lícito perante Deus. As artes marciais além de ajudar na saúde,
emagrecendo, mantendo-se em forma, nos ajuda como ser humano, sendo mais
disciplinado, focado, humilde, respeitoso.
Ela também ensina a defesa pessoal, não somente para você, como para
qualquer um que você veja que esteja sendo vítima de uma violência.
Jesus ordenou seus discípulos a fazer algo interessante em
Lucas 22:36. Ele disse: “O que não tem espada, venda a sua capa e compre uma”. Alguns tentam espiritualizar o significado
óbvio da instrução de Jesus. Ele estava falando de uma espada literal. É
aparente que seus discípulos entenderam o que ele quis dizer pelo versículo 38,
que demonstra o uso inepto e inapropriado da arma por Pedro. O ponto é: Jesus
disse a seus discípulos para “ter uma espada”! Para qual propósito, a não ser a
autodefesa? (Para cortar pão e espalhar azeite de oliva?) A repreensão de Jesus
pelo uso que Pedro fez da espada naquela noite deveu-se à natureza de sua
missão — a cruz — e não à condenação absoluta do uso de uma espada para a
defesa. A declaração de Jesus de que “todos os que lançam mão da espada à
espada perecerão” (Mateus 26:52) não é uma proibição da defesa própria, mas a
condenação dos que vivem da violência. DEVEMOS ter a preocupação de não
permitir que a vontade de sangue entre nos nossos corações, que a violência não
entre em nos, que a falta de humildade, o orgulho, a inveja, não nos tome
conta, tanto nas artes marciais, como na concorrência a um cargo na empresa,
como dentro da própria igreja.
Há muitos teólogos que vão contra as artes marciais, e
outros que não veem problemas na sua prática desde que seja bem conduzida. Eu
pratico Muay Thai, peço a Deus antes de entrar no tatame, que Ele entra comigo,
esteja comigo, e saia comigo, que eu venha querer ser melhor que eu mesmo, e
não que venho querer ser melhor que alguém, peço-lhe força para fazer um bom
treino, para cada dia ser melhor que a mim mesmo, e que nem eu e nem meu
oponente saía machucado. A arte marcial não deve ser nunca posta sobre si a
confiança de auto defesa, ou buscar nela alguma força, pois isso temos que
buscar de Deus. Sem dúvida Deus pode nos proteger sem meios, como ele fez com
Daniel na cova dos leões. Ou ele pode nos proteger com meios, como fez com Davi
e o uso habilidoso de uma funda contra um leão. Em ambos os casos, Deus
protegeu seu servo. Da mesma forma que Deus pode curar diretamente, sem meios
(sobrenaturalmente), ele pode curar valendo-se dos meios (médicos e remédios).
Deus permanece a fonte da cura em ambos os casos. Deus é nossa fonte de
proteção.
Podemos também ser bons lutadores e como cristãos, levar
Cristo, o evangelho através das artes marciais, sem sermos violentos.
Salmos 46:11
[...] O Senhor dos
Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio [...]
Efésios 6:12,13
[...] Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue,
mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das
trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares
celestiais.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais
resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes [...]
2 Coríntios 10:4
[...] As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo
contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas [...]
Seja um exemplo de cristão, filho de Deus, dentro da igreja,
no seu serviço, no seu lazer, pregue o evangelho, se precisar, use palavras.
Swadee Krapp, que Deus seja com todos nós!
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