Ouvi muito se dizer em saudade, em amor, como isso pode acontecer? Pela física dois corpos não poderão ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, e se isso for regras ou leis? O que fizemos? Foi um crime? Ou tudo que é feito com amor, mesmo errado, é justificado e perdoado?!
Quem ira nos responder? Mas do que adianta respostas, se nem sabemos ao certo qual é a pergunta? Mas foi assim, quebrando regras e medos, que você veio, sem rodeios e se apossou de mim. Falava-se na esperança de você ficar, enchia teus ouvidos com promessas lindas e tentadoras, naquele lugar eu era nada, nem você, mas eramos tudo um do outro, por um minuto, por sete dias...
E a princesinha se tornou rainha do castelo, quebrando as regras que você mesma tinha criado. E foi assim, sem leis, sem reis, sem uma hierarquia certa sobre si que você se foi, como um abandono de mandato, como uma quebra de contrato, sem razão... Razão?! Se é verdadeiro, não precisa fazer sentido, apesar que agora que uma das malditas leis de Newton fez-se por verdade, quase tudo se encaixa.
Apenas lembranças não bastam para me fazer rir e ter aquela sensação que me trazia ao me abraçar. Mas sempre fica alguma coisa, alguma roupa para buscar, um sentimento que não foi vivido como se pretendia, algo para lembrar. Mas você sempre estará em mim, em alguns momentos como um pensamento bom, em outros como um amargo arrependimento no peito de não ter te impedido. E o sentido disso tudo? Deixa nos mais de novecentos quilômetros que nos separam.
Escrito em: 02 de Fevereiro de 2013
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