Sempre acreditei que eu era cheio de fé, daquelas inabaláveis, de mover montanhas. Sempre me achei preparado para qualquer situação, homem forte, mente intacta. Sempre me achei um cara bom, de coração bom, um filho bom para Deus e meus pais, um irmão bom, um marido bom. Sempre me achei um cara feliz, alegre, de bem com a vida. Mas um dia o tempo fecha, o sol não aparece, e a tempestade vem testar tanto achismo, tantas verdades pseudas absolutas. E o homem de fé inabalável se viu no chão, sem acreditar nem no que se via. O homem forte e preparado, se viu fraco, sem forças para abrir a boca e pedir socorro, medo até do vento que soava fora da janela, se refugiando debaixo do coberto, com a mente perturbada, alimentada por tantas incertezas. O homem bom se viu mal, todo peso do pecado na mente, auto acusação, até aquela mentirinha leve se fez forte. O homem feliz se viu com tudo que tanto sempre sonhou, porém não conseguia estar de bem com a vida, não conseguia sorrir, não conseguia aproveitar tudo de bom que Deus tinha lhe proporcionado. O homem se viu menino, com medo, com dúvidas, com culpa, sem ninguém para lhe acolher no colo e dizer
_''Calma, tudo vai passar ''
Entre medo e dúvidas, a maior delas.
_ Será que Deus existe ou Ele é obra de minha mente?
E o homem caído se viu na total dependência de Deus, até para acreditar que Ele existe. O homem caído precisa de Deus para ter um bom coração. O homem caído precisa de Deus para ter fé e acreditar em dias melhores. O homem caído precisa de Deus para conseguir encarar qualquer situação. O homem caído precisa de Deus para ser feliz, independente do que se tem.
O homem só vê que precisa de Deus quando caí, quando a tempestade vem, quando o desespero bate na porta, quando a dúvida enche o coração de mágoa, e a incerteza parece ser a única verdade a se acreditar.
Em um termo popular '' O cair é do homem, o levantar é de Deus ''
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